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Marcas que surgiram em momentos de crise

28 de março de 2020

Você já pensou o que pode tirar de aproveitamento dessa crise do COVID-19?

Historicamente, em momentos de crise, ideias geniais surgem na cabeça dos empreendedores. Muitas vezes sem saída para salvar o negócio, é a hora de tomar medidas extremas, exercitar a criatividade e aceitar os riscos de uma nova empreitada. Várias marcas que conhecemos hoje como referências surgiram assim e vou listar algumas delas para nos inspirar e acreditar que coisas boas sempre podem surgir diante de uma crise como esta que estamos vivendo.

AIRBNB: A crise mundial de 2008 fez com que muitas pessoas e empresas parassem para repensar o consumo, levando em consideração a recessão global, as novas tecnologias e redes sociais e um novo sentido sobre “compartilhamento”. Em meio à busca de baratear serviços, Brian Chesky, Joe Gebbia e Nathan Blecharczyk criaram naquele ano o Airbnb, em São Francisco, na Califórnia. A ideia era criar um mercado comunitário para pessoas anunciarem e reservarem acomodações em seus próprios imóveis. Hoje, a startup está avaliada em mais de US$ 31 bilhões.

FANTA: Mais uma invenção que surgiu em período de crise por causa da Segunda Guerra Mundial, a Fanta tem sua origem na Alemanha nazista. Uma sanção dos Aliados havia proibido a entrada do xarope que dá origem à Coca-Cola no país. A empresa tinha duas opções: fechar a fábrica alemã ou inventar um novo produto. A saída foi usar sobras de maçãs e leite para criar um novo refrigerante: a Fanta. O sabor foi sendo alterado nos anos que se seguiram, chegando à fórmula com laranja só em 1955, na Itália. Hoje, o refrigerante está presente em 188 países, com 92 sabores diferentes. É a terceira marca da The Coca-Cola Company em volume de vendas no mundo.

NUTELLA: Na devastada Itália do pós-Segunda Guerra, o cacau havia sumido dos campos. Foi aí que um confeiteiro da região do Piemonte, Pietro Ferrero, resolveu criar um creme mais em conta, feito de avelã, açúcar e somente uma pitada de cacau. Com o sucesso que a receita causou logo no interior italiano, o negócio só cresceu. Primeiro, era recheio de bolo, passou para um creme até virá objeto de desejo pelos loucos por doce. No período de 2013/2014, o Grupo Ferrero, detentor da marca, registrou um faturamento consolidado crescente de 8.4 bilhões de euros.

NESCAFÉ: A procura pelo café no início dos anos 1930 caiu consideravelmente em todo o mundo, prejudicando os produtores do Brasil, que, à época, tinha a maior produção do grão no planeta. Milhões de sacos de café estragado estavam sendo destruídos, até que a Nestlé teve a ideia, a pedido do governo brasileiro, de fazer com o produto o que já fazia com leite: transformar em pó. A intenção era torná-lo mais durável. O lançamento foi em 1938, alcançando rápido sucesso na Europa. Na época, os produtores de café torrado e moído fizeram grande pressão contra o novo produto, mas de nada adiantou. Atualmente, Nescafé é a marca é a mais valiosa da Nestlé.

UBER: Presente em cem cidades e atende cerca de 22 milhões de passageiros, Uber também surgiu em um momento do pós-crise de 2008, quando a economia dos Estados Unidos ainda se recuperava e muitas pessoas buscavam “bicos” para complementar a renda. O serviço, que foi criado porque os empreendedores Travis Kalanick e Garrett Camp tiveram dificuldade de pegar um táxi em Paris em uma noite de neve, inicialmente contava apenas com carros de luxo pretos. Foi quando os sócios perceberam que podiam oferecer um serviço padrão num mundo cada vez mais globalizado, mas com um preço mais acessível e numa nova lógica de se locomover nas cidades.

A crise é um excelente momento para pensar, ter ideias e pensar em inovação. Se o sucesso do seu investimento vai se confirmar, não há como garantir, pois há vários fatores envolvidos. Mas a dica é continuar criando e inovando e aproveitar as oportunidades.

Lembre-se: Sempre parece impossível, até que seja feito. (Nelson Mandela).